Prefeitura de Três Pontas inicia auditoria externa para apurar irregularidades financeiras
Trabalho tem prazo previsto de 120 dias e dará apoio às apurações sobre recursos públicos e à Tomada de Contas Especial em curso no TCEMG
A Prefeitura de Três Pontas informou, em nota oficial emitida nesta quarta-feira (16), que iniciou uma auditoria externa para apurar indícios de irregularidades financeiras na Administração Municipal. Instalado na terça-feira (15), o trabalho deverá analisar documentos e movimentações bancárias relacionados aos fatos investigados, com prazo previsto de conclusão de 120 dias.
Segundo o comunicado, a auditoria será realizada pela empresa Reis e Reis Auditores Associados, de Nova Lima (MG), contratada por meio de processo de inexigibilidade. A equipe prestará apoio técnico à Auditoria Interna do Município e contribuirá para instruir a Tomada de Contas Especial já em curso perante o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG).

Análise abrangerá contas relacionadas aos fatos investigados
De acordo com a Prefeitura, serão examinadas as contas bancárias de todas as secretarias municipais pelas quais foram recebidos os recursos relacionados aos fatos sob apuração. O trabalho incluirá a análise de documentos, procedimentos e movimentações financeiras.
A Administração Municipal ressalta que ainda não existem conclusões definitivas sobre os acontecimentos, a extensão de eventual prejuízo aos cofres públicos ou possíveis responsabilidades.
Após a conclusão do relatório, serão adotadas as providências legais, cíveis e administrativas cabíveis. Caso sejam confirmados danos ao patrimônio público, as medidas poderão incluir a responsabilização dos envolvidos e o ressarcimento de valores.
Suspeita de desvio por servidora integra o contexto das apurações
O anúncio ocorre após a repercussão do caso de uma servidora municipal investigada por suspeita de desvio de recursos públicos. Em agosto, a funcionária, lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, foi presa preventivamente após a identificação de indícios de movimentações financeiras irregulares em uma auditoria interna. De acordo com a Polícia Civil, o montante supostamente desviado supera R$ 3,1 milhões. A prisão foi noticiada como medida cautelar, sem representar condenação.
Município afirma colaborar com Polícia Civil e Ministério Público
A Prefeitura informou que também colabora com as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Segundo o comunicado, o caso tramita em segredo de justiça, o que limita a divulgação de informações.
A Administração acrescentou que os resultados das apurações também servirão para aprimorar os mecanismos de controle interno e governança, com o objetivo de prevenir novas ocorrências.
Na nota, o Município reafirmou seu compromisso com a transparência, a ética e a correta aplicação dos recursos públicos. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos, observadas as restrições legais.

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