Setembro Amarelo: um lembrete de que precisamos cuidar da saúde mental
… A forma mais bonita e concreta de vivermos o Setembro Amarelo, e todos os outros meses do ano, é prevenindo que as pessoas desistam de si mesmas…
Setembro Amarelo, Outubro Rosa, Novembro Azul, Janeiro Branco, Maio Laranja… cada mês com uma cor, cada cor com um convite: cuidar mais de nós mesmos.
Escolhi escrever sobre o Setembro Amarelo apenas no final do mês, e isso foi intencional. Porque falar de saúde mental não deve ser algo restrito a setembro – esse cuidado precisa fazer parte da nossa vida todos os dias.
Assim como é natural procurar um dentista quando sentimos dor de dente, também precisamos aprender a procurar um psicólogo quando sentimos dor na alma. Esse movimento é tão necessário quanto qualquer outro cuidado com o nosso corpo.

O Setembro Amarelo, essa campanha brasileira que começou em 2015, nos lembra de algo essencial: o sofrimento existe, é real, e pode estar presente em nós ou em alguém ao nosso lado. Por isso, abrir espaço para que as pessoas possam falar, desabafar e serem acolhidas sem julgamentos é um gesto poderoso de humanidade. Porque o que sustenta as pessoas em momentos de dor profunda não é a ausência da dor, mas a certeza de que existe um espaço seguro para senti-la.
Cuidar da saúde mental é urgente e não pode se limitar a um mês do calendário. Esse cuidado precisa estar nas empresas, nas escolas, nas famílias e em todos os espaços onde convivemos.
A forma mais bonita e concreta de vivermos o Setembro Amarelo, e todos os outros meses do ano, é prevenindo que as pessoas desistam de si mesmas. E isso só é possível quando abrimos espaço para o cuidado, a atenção e a escuta.
Que possamos nos conscientizar, cada vez mais, de que saúde mental e saúde física andam sempre juntas. E eu deixo uma pergunta aqui: como anda o cuidado com sua saúde mental?
Com afeto,
Nathália Lopes
(Psicóloga CRP 04/31813)

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