Marco Zero do Circuito Nacional do Café será inaugurado projetando rota histórica para o turismo

Estrutura instalada no Porto Seco, em Varginha, conecta tradição e inovação e marca o avanço de um projeto que conecta 51 cidades produtoras de Minas ao interior paulista

O Circuito Nacional do Café dá mais um passo importante para a consolidação da rota, que conecta cidades cafeeiras de Minas Gerais ao interior paulista até o Porto de Santos, com a instalação do Marco Zero,  no Porto Seco Sul de Minas, em Varginha.

A cidade foi escolhida para receber o primeiro marco por se destacar no cenário nacional e internacional pela sua produção e comercialização do grão e como grande exportadora de café no Brasil, especialmente de café arábica. Nesta próxima quinta-feira (28), às 18h30min, o município, berço do café mineiro, se tornará o ponto de partida oficial do Circuito durante evento que reunirá empresários do setor cafeeiro e turístico, prefeitos, autoridades e a imprensa, na Fazenda Pro Café.

Marco Zero do Circuito Nacional do Café será inaugurado projetando rota histórica para o turismo
O Marco Zero do Circuito Nacional do Café será instalado no Trevo do Porto Seco, um local emblemático que remete à primeira Estação Aduaneira do Interior do Brasil, estabelecida na década de 1950 (Imagem – Ilustrativa)

A inauguração do Marco Zero do Circuito Nacional do Café celebra o avanço de um projeto ambicioso que promete redefinir a experiência turística e fomentar uma nova cadeia de oportunidades. Segundo o gestor Cultural e idealizador do Circuito, Edgar Bessa, a escolha do Porto Seco Sul de Minas, em Varginha, para abrigar o primeiro monumento deste mapa de cidades cafeeiras não é um acaso, mas um reconhecimento de sua importância estratégica. Além disso, a região é famosa por suas belas fazendas, o que contribui para fomentar o turismo na região. Segundo Bessa, o marco físico será instalado no Trevo do Porto Seco, um local emblemático que remete à primeira Estação Aduaneira do Interior do Brasil, estabelecida na década de 1950. “Essa estrutura foi vital para a logística do café, centralizando a produção regional antes de sua jornada para os portos e a exportação global, consolidando a cidade como um pilar no desenvolvimento da cafeicultura mineira”, conta o executivo.

Como vai funcionar a instalação dos marcos nas outras cidades ao longo do Circuito Nacional do Café?

O projeto já demonstra um ritmo acelerado de expansão. Segundo Edgar Bessa, a previsão é que outros três marcos sejam instalados ainda este ano nas cidades de Três Pontas, Elói Mendes e Três Corações. “Seguimos com o objetivo de contemplar todas as 51 cidades do traçado inicial”.

Para garantir uma experiência imersiva e funcional aos visitantes, cada marco instalado ao longo do Circuito do Café contará com um QR Code, que terá todas as atrações da cidade cadastrada. Ao ser escaneado, o código direcionará o turista para o portal oficial da prefeitura, oferecendo um guia completo com informações sobre pontos turísticos, opções de hospedagem, restaurantes, e um roteiro detalhado das fazendas produtoras abertas à visitação em cada município, integrando a tecnologia à tradição.

“O Circuito nasce para valorizar cada produtor, cada história de família e para transformar nossas ricas regiões cafeeiras em destinos desejados por viajantes do Brasil e do mundo” (Edgar Bessa – gestor Cultural
e idealizador do Circuito Nacional do Café)(Crédito: Reprodução Circuito Nacional do Café)

A materialização deste grandioso projeto em Varginha é fruto de uma colaboração estratégica, contando com o fomento dos patrocinadores Porto Seco Sul de Minas e da Fazenda Pro Café, uma das referências na produção cafeeira do Estado, e o apoio institucional da Prefeitura de Varginha.

O diretor do Porto Seco Sul de Minas, Breno Paiva, analisa que o marco é uma semente de um futuro próspero para o turismo e a economia do grão no Estado. “O Circuito Nacional do Café vem para fortalecer e valorizar ainda mais a maior região produtora e comercializadora de café do mundo. É uma oportunidade para mostrar ao Brasil e ao mundo toda a riqueza, tradição e qualidade que existem aqui, evidenciando a força da nossa cultura e impulsionando novos negócios e o turismo,” destaca.

Para o prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci, receber o Marco Zero é uma honra que reflete a alma da cidade. “Varginha tem o café em seu DNA. Fomos o centro logístico que impulsionou o grão mineiro para o mundo. Assumir a posição de cidade mãe deste Circuito Nacional é abraçar nosso protagonismo histórico e transformá-lo em um motor para o futuro. Este marco não é apenas uma homenagem ao passado, mas um compromisso com a geração de emprego, renda e o fortalecimento de nossa identidade cultural para as próximas gerações”, afirma o prefeito.

A Secretaria Municipal de Turismo e Comércio de Varginha (Setec), Rosana Aparecida Carvalho, destaca o impacto prático e imediato da iniciativa. “O Marco Zero funciona como um catalisador para uma nova era do turismo em Varginha e região. Ele nos permite estruturar e promover de forma integrada toda a nossa cadeia produtiva: desde as fazendas centenárias que agora se abrem para visitação, passando pela nossa rica gastronomia, até a rede hoteleira e o comércio local. É a engrenagem que faltava para impulsionar o desenvolvimento econômico de forma sustentável e organizada”, pontua a secretária.

Inicialmente, o Circuito Nacional do Café abrange 51 municípios distribuídos entre as regiões do Alto Paranaíba, Sudoeste Mineiro e Sul de Minas que já estão contempladas pela Lei Federal 14.718/2023, que reconhece o vasto território do café, incluindo áreas de Minas Gerais e São Paulo, como o 14º Monumento Nacional, conferindo ao projeto uma base legal e um reconhecimento de sua importância para o patrimônio brasileiro. No entanto,  novas cidades serão cadastradas no site www.circuitonacionaldocafe  para serem contempladas na Lei Complementar, do deputado federal Diego Andrade, e integradas ao Circuito. As novas cidades estão nas regiões do Alto Paranaíba, Sul de Minas e Sudoeste de Minas, além dos municípios do estado de  São Paulo, que divide com o Estado de Minas ate chegar ao Porto Santos.

Edgar Bessa vê o projeto como a materialização de um sonho que conecta a terra à experiência humana. “Estamos criando muito mais do que um mapa turístico do café; estamos tecendo uma rede que une cultura, tradições, paisagens deslumbrantes e, claro, as experiências sensoriais que só o nosso café pode oferecer graças às famílias produtoras rurais. “O Circuito nasce para valorizar cada produtor, cada história de família e para transformar nossas ricas regiões cafeeiras em destinos desejados por viajantes do Brasil e do mundo”, explica Bessa.

Divulgar as paisagens pitorescas do Circuito, revelando suas belezas naturais e históricas está entre os pilares do projeto. (Crédito: Reprodução Circuito Nacional do Café)

Pilares e objetivos que o Circuito Nacional do café contempla


Desenvolvimento Econômico

  • Fomentar o desenvolvimento econômico da região com a geração de turismo e de empregos.
  • Aumentar o turismo e gerar empregos na região.
  • Valorizar os produtos locais, especialmente o café.
  • Impulsionar negócios locais com apoio a produtores e comerciantes, promovendo seus produtos e serviços por meio de eventos e atividades.
  • Estimular o comércio e os serviços locais, como restaurantes, pousadas, hotéis, guias turísticos e transporte.
  • Gerar emprego e renda para moradores e pequenos empreendedores.


Gastronomia

  • Promover a gastronomia, destacando a importância do café na culinária local por meio de eventos gastronômicos inovadores.
  • Fortalecer a cadeia produtiva local, valorizando os produtos típicos e beneficiando produtores de diferentes portes.
  • Fomentar a gastronomia regional com experiências sensoriais únicas que diferenciem a Rota no mercado turístico.
  • Possibilitar a certificação de produtos locais e a criação de selos de qualidade.
  • Realizar eventos gastronômicos que culminem em celebrações em praças públicas.
  • Proporcionar atividades gastronômicas e culturais aos participantes.


Turismo

  • Fomentar o turismo e atrair visitantes para explorar a Rota do Café, conhecendo a história e a cultura das cidades envolvidas.
  • Estimular o turismo de experiência com vivências autênticas e integrar diferentes vertentes (ecoturismo, enoturismo, turismo gastronômico, histórico e religioso).
  • Promover a qualificação profissional das comunidades locais em turismo e hospitalidade.
  • Incentivar eventos esportivos e atrações diversas, como corridas, passeios ciclísticos, motociclísticos, de quadriciclo e cavalgadas, conectando as cidades por trilhas e estradas.
  • Divulgar as paisagens pitorescas do Circuito, revelando suas belezas naturais e históricas.
  • Promover atrações e eventos diversos que atraiam turistas e gerem negócios.


Meio Ambiente e Sustentabilidade

  • Valorizar as comunidades locais por meio de capacitação em turismo e hospitalidade.
  • Criar oportunidades de emprego e fomentar novos negócios.
  • Adotar práticas sustentáveis na realização de eventos.
  • Incentivar o turismo rural, a preservação ambiental e o consumo consciente.


Valorização Cultural e Histórica

  • Fortalecer a identidade cultural da região, seus patrimônios históricos e tradições locais.
  • Preservar a memória e incentivar a revitalização de espaços históricos.
  • Gerar senso de pertencimento nos moradores, incentivando a valorização da cultura local.
  • Preservar o patrimônio histórico do café, sua memória e os espaços relacionados a essa tradição.

(Marco Zero do Circuito Nacional do Café – Assessoria de Imprensa/Com Você Comunicação)


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