Combate à Dengue: levantamento larvário aponta que Três Pontas está com índice de infestação de 5,5% pelo Aedes aegypti
Município apresenta alto risco de transmissão da doença e população deve ajudar no combate ao mosquito
A Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas realizou uma reunião no início do mês, com coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as coordenações de Vigilância em Saúde e Vigilância Ambiental.
O encontro dos profissionais de saúde tratou da mobilização social para prevenção de Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, as chamadas arboviroses urbanas.
Foi reforçada a necessidade de mobilizar a população para adoção de cuidados em suas casas e quintais visando a eliminação de criadouros e focos do mosquito Aedes aegypti considerando que estamos no período sazonal de risco de surtos e epidemias. As chuvas, o calor e a umidade contribuem muito para o aumento da proliferação do mosquito e consequentemente aumenta o risco de transmissão. O pedido é que a população se envolva no combate ao mosquito da Dengue para evitar surtos de Dengue no município.

A Vigilância Ambiental vem desenvolvendo ao longo do ano várias ações de educação em saúde e mobilização social e de Controle Vetorial, inclusive o mapeamento por drones. Mas, não se pode esquecer que o envolvimento da população no combate ao mosquito é fundamental para a prevenção da doença pois está comprovado que mais de 80% dos criadouros estão nas residências. Esta situação pode ser mudada se cada morador fizer uma vistoria de 10 minutos, uma vez por semana, em sua residência e no seu quintal para eliminação de criadouros e focos.
São considerados criadouros todo e qualquer objeto que possa acumular água e que possa servir para o mosquito colocar seus ovos e reproduzir.
O resultado do 1º Levantamento Rápido de Índice (LIRAa) realizado em janeiro de 2026, foi de 5,5% o que classifica o município como alto risco de transmissão. O índice satisfatório deve ser menor que 1%. Foram encontrados focos em 28 bairros do município e os criadouros predominantes foram os dos grupos B – 35% (depósitos móveis: vasos, pratos, pingadeiras, bebedouro, etc.); D2 – 25% (lixo); A2 – 14% (depósitos a nível do solo: tambor, barril, tanque, poço); C – 11,3% (depósitos fixos: tanques, obras e borracharias, calhas, lajes) e D1 – 11,3% (pneus).
Conforme dados epidemiológicos, o município segue na fase de rotina e apresenta até agora 36 casos suspeitos notificados sendo 21 descartados e 15 em investigação.
Sintonize mais: Quadra do Parque Multiuso da Mina passa por completa revitalização
